segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O bicho vai pegar

Zebras, cobras, onças, tigres: exóticos, selvagens, irresistíveis. Uma sombrinha, uma banqueta, um vaso, uma poltrona, uma almofada, um tapete, um papel de parede...e você dá um toque de ousadia na sua casa, uma pitada de humor, um pouco de calor. Como em quase tudo na vida, o excesso compromete, põe a perder, desequilibra. Imagine você de vestido e sapatos de oncinha, sobre um tapete de zebra, cercada de almofadas com estampa de tigre! Que filme é esse?! Quer um ambiente très chic? Melhor optar por um animal de cada vez, ou você corre o risco de transformar sua casa numa verdadeira arca de Noé. E atenção: nada de usar peles verdadeiras de onça (ou de qualquer outro animal). Essa atitude transforma você, instantaneamente, num ser primitivo, cruel, irracional. Lembre-se que Fred e Vilma só o faziam por total falta de opção. Você vai querer protagonizar um remake de Os Flinstones?

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P.S. O endereço deste blog vai ser mudado para www.mariliafleury.blogspot.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Espelho, espelho meu!

Como viver sem espelho? Vez por outra, vejo pessoas que encaram desafios como passar um mês sem comer doce, um mês sem internet, um mês sem uma cervejinha, um mês sem fumar, um mês sem falar palavrão, um mês sem reclamar de nada, sem falhar na academia, sem ir ao cinema (quase uma tortura chinesa), e por aí vai...me ocorreu, então,  lançar este desafio: um mês sem se olhar no espelho. Alguém se habilita? Sem dar uma olhadinha ao escovar os dentes, ao pentear o cabelo, depois de vestir (ou  tirar) a roupa, sem olhar o reflexo na panela de inóx? Na colher de sopa? Bem difícil! Espelhos sempre evocam um mistério, uma descoberta, uma afirmação, uma confirmação, com a vantagem de que só vemos mesmo aquilo que queremos ver, ainda que no mais fiel dos espelhos. Quer dar uma mudada? Criar uma ilusão de espaço? Dar uma sofisticada? Dar uma de antenada? Lance mão do espelho! Algumas dicas: para evitar o mofo causado pela umidade, os espelhos não devem ter mercúrio na composição e devem ser protegidos na parte de trás por uma camada de resina epóxi, aplicada na vertical; após o banho, abra porta e janela para eliminar o vapor; em caso de banheiros ou lavabos, uma inclinação de menos de 45 graus permite que a pessoa se veja por inteiro; para se enxergar de corpo inteiro, sem inclinação. a medida deve ser 60 cm de largura e, pelo menos, 150 cm de altura; não posicione o espelho contra a luz, pois a claridade impede que se enxergue o reflexo; um bisotê deixa o espelho mais refinado; não limpe com produtos abrasivos nem borrife os do tipo limpa-vidros nas bordas; para baratear o custo, uma coleção de espelhos de vários tamanhos e modelos também fica bem bacana; no quarto, atrás da cama, papel de parede no centro da parede e espelhos na lateral também resultam numa composição bem interessante; no teto:  melhor esquecer; embora o espelho branco seja o mais comum, um espelho colorido (bronze, por exemplo) também pode ser usado com sucesso; use apenas um espelho grande por ambiente: espelhos cobrindo mais de uma parede por ambiente costumam resultar num efeito labiríntico desagradável; os espelhos devem ultrapassar em pelo menos 20 cm a altura da pessoa mais alta da casa ou de possíveis visitantes; um espelho veneziano deixa qualquer parede maravilhosa; a grana é curta para fazer um tampo de madeira para a mesa? Espelho nela! (coloquei na mesa de jantar: barato e chiquetéssimo!) O espelho quebrou? Guarde os pedaços maiores: você pode fazer cachepôs, molduras de porta-retratos, espelhinhos etc. Enjoou? Pinte a moldura. Enfim, use (e ouse) sem medo. E, se quebrar, tranquilize-se: você não vai ter sete anos de azar!

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Emiliano Godoy - Design e sustentabilidade

O designer mexicano Emiliano Godoy ganhou fama com peças feitas de matérias recicladas e biodegradáveis, como placas de compensado, latarias e cordas de algodão. Abaixo, entrevista na revista Casa Vogue.

"Como definiria o momento atual do design?
Acredito que essa é a 'geração Titanic'. Todo mundo está se divertindo numa festa enquanto o barco afunda. Muitos estão apenas repetindo o que leem em revistas de lyfestyle. A cena contemporânea é ditada por mercenários  que dançam a música do mercado e se encantam com a musa do dinheiro. É insano perceber que os profissionais ainda estão presos num comportamento pós-Bauhaus. É preciso entender de toxicidade, ciclo de vida, reciclagem e emissão de carbono.
Como a sustentabilidade mudou o seu trabalho?
Foi gradual. Na universidade não havia nenhuma preocupação ecológica, um testamento do quanto tempo leva para o meio acadêmico adaptar-se. Comecei meus estudos em 1992, ano da Eco, no Rio de Janeiro. O meio ambiente estava nos jornais, em discrepância com o que era ensinado na época. O que até então parecia caminhar no escuro, ao longo dos anos revelou-se um conjunto de estratégias para reduzir o impacto na natureza.
Como é o seu processo de criação?
A primeira linha que desenho é influenciada por referências estéticas e emocionais, além do deslocamento entre reflexão e emoção. O design deve sugerir paradigmas para cenários que ainda não existem."

P.S. O endereço deste blog vai ser mudado, em breve, para www.mariliafleury.blogspot.com




Prêmio Idea/Brasil 2011

Para ler o regulamento e se inscrever no Prêmio Idea Brasil 2011, acesse o site http://www.ideabrasil.com.br/.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal

Quando a gente vê, já é a semana do Natal. E, finalmente, é tempo de parar um pouco, de refletir, de consertar o que é material e o que é imaterial. De descansar. Sabe quando você quer fazer um quibe, uma almôndega, o açougueiro já moeu a carne duas vezes, e você ainda pede para moer de novo para ficar "mais fininha"? É. Final de ano. Então, estou assim... "bem fininha" (não literalmente, infelizmente), moída. E, para quem está na mesma situação, aconselho a parar ou, pelo menos, desacelerar. E, mesmo que durante o ano você mal tenha tido tempo de varrer onde o padre passa, como diz minha amiga Marlise, dê uma paradinha e olhe em volta. E doe aquilo de que você não precisa. E ajude quem precisa. E dê uma arrumada na sua casa, pendure um enfeite na porta (ou faça um arranjo de mesa, enfeite o lustre da sala), durma até mais tarde nos finais de semana. E se desobrigue daquilo que você não deu conta de fazer durante o ano inteiro. Acredite que é possível fazer o bem mesmo sem possuir recursos materiais, acredite que você pode enfeitar sua casa usando o que você já tem, comprando poucos itens para dar um "up', fazer um charme (Ô, Deus, sou uma péssima comerciante!); acredite, finalmente, que o mundo não vai acabar se você parar um pouco.Como bem disse a Maitê Proença, o mundo não olha para nós, o mundo olha para si mesmo. Enfim, humildade, despretensão, singeleza, simplicidade...que, inversamente,  costumam resultar em alta sofisticação, como mostram os arranjos abaixo.

(Minha Casa: árvore suspensa feita com peças de bicleta metalizadas em dourado)

Minha Casa (árvore na parede: cartões, fotos, lembrancinhas, chaveiros, fuxicos, flores...)

Minha casa ( gravetos e bolas de isopor cobertas com lã)

Minha Casa (dobraduras)

Claudia Natal

Claudia Natal

Claudia Natal

Claudia Natal  (caixa de vidro e bolinhas)

Decorar mais por menos (sal grosso e confeitos de bolo)

Casa e Jardim

Casa e Jardim

Claudia Natal

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Banheiros

El mueble

Viver Bem

Casa Claudia

Interiores

Interiores

Interiores

Casa Claudia

Talvez seja a proximidade do verão, talvez o calor, que continua intenso. O fato é que imagens refrescantes pululam (e ululam) em minha mente: sorvetes, chopes geladíssimos (juro que não é merchandising, mas o do Outback é imbatível), balas de menta, um certo perfume com cheiro de melancia que experimentei outro dia, lambruscos...e água, muita água. Muito banho. Se possível, de banheira. De cachoeira. Ou, até mesmo, de mangueira. Canequinha não, aí já vira suplício. No auge do calor, uma tia se deitava no chão do banheiro para tirar sua soneca vespertina. Ah, aquele friozinho, aquele ambiente...hã...intimista, lispectoriano...silencioso, acolhedor...principalmente naqueles dias em que você está, assim, cabisbunda e meditabaixa (Ah, tio Xinto e seus assassinatos lexicais!).  Ando querendo copiar e, quem sabe, patentear a ideia. Concordam que os banheiros acima são, de fato, tentadores?
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010